sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Triste














Triste
feito dia escuro,
não amanheceu em mim.
Nem adianta procurar palavra
que o peito está cheio delas
mas nenhuma encaixa
nesse jogo estranho
onde deveriam jogar só dois
mas jogam três.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Em tempo...














Mãos afeitas ao trabalho
de enfeitar os dias
com palavras leves
também cansam
que fantasiar é pesado
quando pensado demais.
Mas eu aponto os lápis
mais uma vez
e enfeito as frases
como se nunca houvesse cansado.
Volto devagar
que os passos já não me são tão leves
e os dias ainda são quentes.
Trago lápis novos
e tempo de sobra.
A vida ainda me sorri
muito.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Leminskiando...












Nada foi
feito o sonhado
mas foi bem-vindo
feito tudo
fosse lindo

(Paulo Leminski)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Palavra...














Sigo às cegas
remexendo sentimentos
reinventando palavras
reconstruindo frases.

Tateio entre as rimas antigas
para encontrar
quem sabe
novos modos de dizer
te amo.

Sempre.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Penumbra

























O passado que eu tentei enterrar
desnuda minhas identidades
como se não houvesse esconderijo possível.
Finjo-me desentendida
enquanto a mão boba do que já não está
levanta minhas vestes
e confere
possessivo
se algo em mim mudou
ou se ainda sou a mesma
trôpega de infelicidade
sorvendo as vidas alheias
pra alimentar meus sonhos.
Nunca consegui me esconder
de mim mesma.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tem dias...




















Tem dias que eu amo demais
e deixo o amor esticar meus limites
até rasgar minhas defesas.

Amo tanto
que nem comporto
em meu peito estreito
a dor de não poder ser
várias
como antes.

E adormeço a angústia
recitando mantras que decorei
pra disfarçar meus medos
de ser tantas
em uma só.

Não sou mais
as mesmas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Momentos



Não existe o momento certo.

Existe o agora.

Sinta o vento e pule.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Plágio!

Uma coisa é achar o que eu escrevo sem os devidos créditos. Chateia, claro, mas não é nada que um e-mail ou um comentário no blog não resolva. Mas hoje, em um mesmo blog, além de encontrar uma poesia minha sem identificação alguma (o que acaba por sugerir que a redatora do blog é a autora da poesia) eu me deparei com um problema muito mais grave: a modificação parcial de um texto meu, assim, na maior cara dura mesmo.
Veja com seus próprios olhos:

Este é o texto original.
Este é plágio.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Teimo














Teimo em não esquecer
e palpito forte a cada lembrança
que faz formigar meus dedos
e aquecer meu coração.

Teimo em não fraquejar
mesmo que a carne estremeça
os olhos marejem
e eu queira voltar.

Teimo em escrever histórias
que não vingarão nunca
nem sob a chuva forte.
Pra que um dia eu recorde
que não foi sonho não
mas acabou.



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Penso que posso tudo...




















 
Penso que posso tudo
e sorrio encantada
com o vento que agita
meus cabelos curtos.
Posso sentir o amor
nas minhas veias
aquecendo meu ser
imperfeito.
Penso que posso tudo.
Mas espero
comportada.

Nem me reconheço mais.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Reencontro


Não era uma recaída. Era um recomeço.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eu tenho medo...




















Eu tenho medo de enlouquecer
soltar as amarras da civilidade
e me deixar levar pela pulsação acelerada
dos anseios que me apertam o estômago
e dilaceram minhas certezas.

Já não sei se vou rir disso tudo
mas enquanto os dias imperfeitos correm
imagino que a paz que procuro seja morna
e suave
e chuvosa.

Ainda resisto.

sábado, 16 de abril de 2011

Semeando




















Insone
Semeio lágrimas
na esperança adolescente
que elas floresçam poesia.
Amanhã, quem sabe
haja chuva
pra fertilizar o sentimento
e fazê-lo brotar
palavra
que ruminarei, insistente
até me satisfazer
poeta.

sábado, 9 de abril de 2011

Palavras de outras penas


QUANDO EU MORRI


RUBEN BEMERGUY

Era a última quarta-feira do ano e chovia muito. Eu suava e mantinha uma permanente sensação de palidez. Também senti que o ar me era escasso e ofeguei muitas vezes. Nas vezes anteriores, em que o ar também faltou, eu me socorria dos cisnes brancos. Como eles, eu abria minhas asas e desfiava o vento pouco a pouco até erguer-me o suficiente para atravessar a privação de viver sem ar. Não era um exercício simples, mas ter aprendido com os Cisnes foi decisivo para minha sobrevivência até a última quarta-feira do ano.

Ai, próximo às cinco horas da tarde, eu sentei em uma cadeira de balanço disposta no pátio descoberto da casa. Ali, já não mais tive forças para voltar a abrir minhas asas. Então, confiei na agitada atmosfera que acompanhava a chuva que me marinava justamente para compensar a falta que o ar fazia. Não lembro tudo. Mas Levemente eu perdia a autoridade sobre meu corpo que se inclinava para o lado esquerdo e uma dor lancinante se derramou em meu peito. Fui ao chão, em morte tardia, como há muito pressentido.

O tempo imprevisto adivinhou a morte e, aflito, demorou águas em meu corpo. O vento, já desnecessário, soprava um hálito viril em minha boca como se ainda possível guincha-me a vida. Um transitório clarão de relâmpago às vezes iluminava meu maxilar inferior caído e os olhos arregalados, como desejassem alguém que, por indulgência, os fechasse, desassustando a morte. Desejo foi algo sempre presente em minha vida, agora morta, designadamente o desejo de morrer.

Essa não foi a primeira vez em que morri. Aliás, tive muitas mortes. Algumas atrozes, difíceis de lembrar. Em todas, entretanto, eu estava amando e é por isso que sempre receei não morrer mais. Morri em segredo. No escuro do quarto. Rés a solidão. No sábado que foi. No domingo que vem. No sopro do rio que morreu no mar, eu morri. Tantas foram as vezes em que morri que por aqui pouco se ouviu falar de dor. Morri a morte que dura. Faz feliz a criatura e, às vezes, imortaliza o amor.

Mas agora era diferente. Eu estava diante de minha última morte. Não haveria outra, como dantes. Assim, mesmo não sendo um iniciante em morte, tive a oportunidade de senti-la mais profunda e definitivamente. Ela, sem cerimônia, vestiu-me de noivo. Deixou que suas tranças incolores deitassem em meu colo e pôs-se a ciciar em meus ouvidos palavras que acasalam. Recém nascidos, ziguezagueamos em fina lã até tecermos um idioma famélico de corpo e gozo. Lembro também de quase gemidos assíduos e um turvo leite gravitando em gotas e em bocas.

Aprendi muito com a morte. Aprendi, por exemplo, que existem pelo menos duas coisas que não se pode deixar de fazer depois de morrer. Uma, é passar em revista a cidade, inspecioná-la, acariciá-la nos extremos, inconfidenciar todos os traços da vida. A outra é secar as lágrimas e as corizas dos rios. Tristeza não é a consequência lógica da morte. Pelo menos da minha morte. A morte que morri estimula a vida, às vezes surda, noutras ouvida. A morte e a poesia andam tão perto, bem dizer prosa e verso. Vida. Foi assim, quando eu morri.


Ruben Bemerguy é um amigo que eu descobri escritor quase por acaso. Talentoso e discreto, resistiu um pouco à ideia de mostrar-me seus escritos. E eu não resisti a trazê-los pra cá...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Recomeçar




















Eu penso em recomeçar
acender velhas chamas
reler palavras esquecidas
achar motivos pra rir à toa
me deixar levar...

Eu penso no que não passou
(apesar de passado)
e olho, saudosa,
no espelho muito sincero.

Ainda dá tempo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Carpe diem















Encaracolados sóis entre meus dedos
pendem da cabecinha inocente
que aconchega os medos e dúvidas
no meu farto colo de mãe.

Queria congelar o tempo
pra reter em meus longos braços
os abraços que não me dará
na adolescência.
Mas meu relógio
inclemente
Recusa-se a parar.

Resta-me o sorriso franco
de quem sabe que o tempo corre.
Eu aproveito.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Finally

















A palavra que me foge há tanto tempo

amanheceu grudada à face pálida,

emaranhada às muitas lágrimas já secas.

Abriu a janela dos meus inúmeros sonhos

descortinando um horizonte ensolarado:

FELIZ.



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Calo










O talento que eu sonhei ter
dilui-se nas muitas histórias
mal-contadas
que um dia eu escrevi
sonhadora
pra te impressionar.
Achava que sabia escrever
mas hoje sei
entristecida
que minha palavra trêmula
nunca encontrou o caminho.
Calo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Distância




















O encanto desaparece
em silêncio.

As palavras
que já provocaram incêndios
e vendavais
já não são mais que rabiscos
que a vida transformou em poesia
um dia.

domingo, 21 de novembro de 2010

Saudade








 







Essa saudade de molhar os olhos
é úmida como janeiro
refrescante como a chuva que cai na tarde morna
perfumada como o caminho que leva à ponte
que liga passado e presente sem perceber.

Essa saudade
que é grande mas não oprime
colore meus olhos como as lâmpadas
das árvores enfeitadas
que contávamos da janela do carro
na infância que nunca saiu de mim.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Palavras que eu guardei


Estou sob mim mesma

esperando que me desnudes

camada após camada

e enxergues meu íntimo

afoito e infantil

enquanto me liberto

plena

e me jogo

inteira

em ti.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

À margem
















Não me deixe esquecer que não tenho medo
que às vezes a memória engana,
me tremem as pernas e a fala hesita
e eu penso que devo parar.
Olho através da vidraça molhada
tentando achar o que dizem que sou.
Mas não há qualquer traço das muitas cores
que eu teci pra encantar meus dias
e pesa nos meus ombros uma vontade de me encolher.
Enquanto isso olho e penso e calo e espero.
até que eu consiga ver que há em mim
muitas mais que eu mesma.
A vida anda em preto e branco...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Assombro












Meu nome doce
dança na tua boca suja
entre uma carícia e um verso
sussurrado
pra me iludir.
O timbre grave
grava em mim o assombro
de pertencer assim
tão descabida
descabelada
desinibida
a alguém que não sei quem é.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Noturna

Eu não me basto
e oscilo entre a lucidez
e os sonhos confusos
onde mergulho
insaciável
em busca do que já tenho.
Eu mesma.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dia de...















Era dia de nunca mais.
Ensaiei mil frases
pra dizer que era o fim.
Palavras pra me convencer
que não havia mais espaço em mim
pra tantas alegorias.

Ela soltou os cabelos antes de me abraçar
e o que eu tinha pra dizer
perdeu-se nos cachos avermelhados
da mulher que incendiava minhas certezas todas.

Nunca mais faço planos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Insight















Tinha o dom do amor
na ponta dos dedos
e usava
lasciva
enquanto a tarde escorria
morna
no sofá macio.

Benditas as mulheres apaixonadas
por si mesmas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Desistir?...


Desistir?

Eu já pensei seriamente nisso,
mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos
do que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros,
mais estrada no meu coração
do que medo na minha cabeça.

*Cora Coralina*

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ousadia





















Meus dedos longos
enlaçam teus medos
e aquecem tua noite.

Sei o que quero.
E fujo dos avisos de perigo
e das placas de advertência.

Depois eu pago as multas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Entardecer















Escuto os sons na tarde quente
embalando minha solidão.
Corro dentro de mim mesma
recusando as velhas certezas
e repensando meus gostos musicais:

Nada tem som mais agradável
que a música que fazes
ao dizer meu nome.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Espera















O relógio parece zombar
do meu desespero mudo.

Durmo
acordo
durmo
acordo
mas não entro num acordo
com a impaciência que me consome.

As respostas não estão em mim
dessa vez.

sábado, 7 de agosto de 2010

Silêncio















Eu não quero dormir
e encho a madrugada com minha indiferença
pra te castigar.

Sentada na cama enorme
aconchego minha tristeza
no som longo e inesperado
do silêncio.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Fome





















Consumido pela fome
inesperada
afogas tua boca
em meu pescoço
enquanto as palavras escorrem
na madrugada quente
procurando algum sentido.

Não tem.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Standing





















Encontro o encanto escondido
nas dobras dos meus lençóis.

Ainda que em outros tons
a música enche novamente a madrugada.

O tempo não leva tudo
mas leva tempo até achar
o caminho de volta.

Além de palavras
traço novos mapas.
Não posso mais me perder.

sábado, 19 de junho de 2010

Atrevida...





















Tento ouvir o som das palavras soltas
(aquelas que não estão nas tuas frases feitas)
Tento ouvir o que não falas
e maldigo minha pouca audição
pra meias palavras...

Mas num súbito descuido da palavra muda
enxergo as entrelinhas do que não me dizes
e num rompante de atrevimento
calo o resto das minhas dúvidas na tua boca.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Eu vi...

















Um querer desesperado
apertou as mãos geladas
da moça que não sabia
se corria
se ficava
se esquecia

Um querer indescritível
fechou os olhos do moço
pra toda e qualquer resistência

A queixa silenciosa
da distância entre os dois corpos
desfez-se rapidamente.

A noite quente
de céu nublado
justificava toda ousadia.
A pressa, envergonhada,
diluiu-se na chuva fina.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Coragem















Não temer é mais que não sentir o medo
é acalentar esse medo de mansinho
pra que ele não sofra
com minha lucidez.

É saber que minha presença permanece
em mim e em tudo que me cerca
mesmo quando já não estou.

E quando eu não mais estiver
inconsolada pelo que não tem jeito
é porque estou pronta.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Às vezes...


Perco a conta dos minutos insones

olhando pra cima

no quarto escuro


Assombrada pelo espelho

avisto no alto da madrugada

o fundo do poço.

sábado, 12 de junho de 2010

Sinais




















Gosto de olhar as marcas
roxas
do amor sôfrego
e descontrolado
impresso em meus braços
pescoço
e entre minhas coxas.
Sinais do que não cabe
nos minutos roubados
de quem acha que tem tudo
mas não tem mais
do que parte.
Por sorte.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mata-me

Mata-me aos poucos
nesse abraço incontido
escondido
nas horas menos visíveis.
Rasga-me a blusa
saliente
com a fome que guardas
pra quando eu chegar.
Mata-me devagar
que eu ainda quero morder-te
reter o gosto da tua pele em mim
e marcar-te a carne com minha imprudência.
Beija-me com urgência
enquanto tentas fundir meu corpo
ao corpo que já não se sabe se teu
se meu.
Mata-me então
antes que eu sinta medo
e guarda em ti
em silêncio eterno
o que deve permanecer
segredo.

sábado, 13 de março de 2010













Percebo novos sinais do tempo
diante do espelho mudo.
Olho incerta a nova ruga,
torcendo que ela não esteja
mas está.

Na tentativa de manter-me sã
encho a cabeça de lembranças.
Histórias muitas que eu não sei contar
e se acumulam
cristalinas
entre um fio e outro de cabelo branco.

Espelhos e paredes não me fazem falta
mas eu moro só.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Arisca















Onde a palavra não cabe
fica o cheiro doce do silêncio
que enlaça o segundo de hesitação.
Eu tento articular a frase esperada
mas olho os olhos do espelho
e suspiro.
Nunca estou farta
mas às vezes espero novos sinais
pra saber que é a hora.
E estoco pensamentos doces
na tentativa de não enlouquecer.
Eu calo, paro, espero, fico
mas não durmo nunca
no caminho.
Sozinha.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fantasia





















Escondida de mim mesma
visto as asas da libélula
e finjo que sei bailar.
Misturada a outras tantas
tintas de outras cores
cheiros de outras flores
canções que eu não sei cantar,
rodopio leve e lépida
entre um suspiro e um arquejo.
Travestida ou camuflada?
Vestida ou fantasiada?
Mentira séria ou inventada?
Eu não sei,
mas não faz mal...
Melhor do que a fantasia
é poder despir-se dela
no final
de todo dia.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Rainy Friday





















E porque os dias arrastam as infelicidades todas
um meio sorriso brota de novo
na boca que quer calar
mas não sabe.

A chuva lavou as calçadas
e deixou um cheiro de infância
na manhã de sexta-feira.
A palavra sossega,
desnecessária.
Estou bem.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Encantos


A palavra vestida de roupas de festa
tingiu de cor cintilante
o início da madrugada.

Imagens de outras danças
emprestavam frescor
ao meu rosto rubro.

A mão enfiada no bolso
pra não mexer nos meus cabelos
denunciava a intenção guardada.

Se eu pudesse tinha sorrido.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Segredos















Pego as palavras da tua boca
com a sofreguidão de quem anseia
pela voz encolhida em sussurro.
Ouço encantada cada palavra
e guardo, possessiva,
o arrepio silencioso que me percorre
enquanto as frases se juntam
como movidas por alguma magia.

Segredos são fábricas de poesia.
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