
mas nenhum outro carro cabia ali.
Um lugar para as palavras que não cabem em mim...



"Não me interessa saber o que você faz para ganhar a vida. Quero saber o que você deseja ardentemente, se ousa sonhar em atender aquilo pelo qual seu coração anseia. Não me interessa saber a sua idade. Quero saber se você se arriscará a parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. Quero saber se tocou o âmago de sua dor, se as traições da vida o abriram ou se você se tornou murcho e fechado por medo de mais dor! Quero saber se pode suportar a dor, minha, ou sua, sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la. Quero saber se você pode aceitar alegria minha ou sua; se pode dançar com abandono e deixar que o êxtase o domine até as pontas dos dedos das mãos e dos pés, sem nos dizer para termos cautela, sermos realistas, ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos. Não me interessa se a história que me conta é a verdade. Quero saber se consegue desapontar outra pessoa para ser autêntico consigo mesmo, se pode suportar a acusação de traição e não trair a sua alma. Quero saber se você pode ver beleza mesmo que ela não seja bonita todos os dias, e se pode buscar a origem de sua vida na presença de Deus. quero saber se você pode viver com o fracasso, seu e meu, e ainda, à margem de um lago gritar para a lua prateada: "Posso! "Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se pode levantar-se após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até os ossos, e fazer o que tem que ser feito pelos filhos. Não me interessa saber quem você é e como veio parar aqui. Quero saber se você ficará comigo no centro do incêndio e não se acovardará. Não me interessa saber onde, o que, ou com quem você estudou. Quero saber o que o sustenta a partir de dentro, quando tudo mais desmorona. Quero saber se consegue ficar sozinho consigo mesmo e se, realmente, gosta da companhia que tem nos momentos vazios." (The invitation, inspirado por Sonhador da Montanha Oriah, índio ancião americano, maio de 1994) 











Eu odeio essa mulher todo dia. As mudanças que ela sofreu, que vão bem mais além das finas rugas e de alguns cabelos brancos espalhados na longa cabeleira. Odeio o modo como ela se expõe, suas saias nunca abaixo dos joelhos, suas pernas bem torneadas mostrando aos outros o que eu queria só pra mim. Odeio a maneira gentil com que ela trata quem sequer conhece, o modo descuidado com que se porta. Odeio quando não me conta o que já sei, como se eu nunca fosse perceber que algumas palavras tem duplo significado e que nem sempre o mais adequado é o que ela quis usar. Odeio seus trejeitos de menina no corpo de mulher, seu sorriso condescendente, seu modo quase esnobe de dizer que sente muito, seu olhar de desdém ante minhas indagações.











Obrigada!
Agora, minha lista dos 15 que valem a pena acompanhar:
8. Espasmos de riso descontrolado
9. Mini contos perversos e outras licenciosidades
12. Pseudotudo
14. Caleidoscópio
15. Mulher na Janela











Neste blog você vai encontrar textos e poesias de minha autoria e alguns textos e poesias de outros autores (com os devidos créditos). Alguns de meus escritos são recentes, outros tantos são de outras épocas, e estavam guardados esperando o momento certo pra serem mostrados. Logo, nem tudo o que você vai encontrar aqui reflete o meu estado de espírito atual. Aliás, nem tudo reflete o meu estado de espírito. Muitas vezes são histórias que eu escutei e transformei em poesia, ou alguma situação que eu não vivi (mas que gostaria muito...). Mas, claro, você não vai ficar sabendo que poesias descrevem meu momento, a não ser que me conheça profundamente... Todos os comentários são muito bem-vindos, então não se acanhe, deixe seu alô pro meu dia ficar mais colorido. E volte outras vezes, receber visitas é tudo de bom!!