terça-feira, 16 de setembro de 2008

Janelas

Abrir a janela e escancarar o mundo. Desmascarar os fatos. Despetalar as flores. Jornais virtuais. Noticiários do dia seguinte. Um mundo cheio de cortinas, grades, multidões solitárias. Mulheres desfilam seus corpos anoréxicos enquanto sonham com um tablete de chocolate que não engorde. Cheiro de suor e guaraná se confundem em mim e eu abro as janelas. O sol entra trazendo o dia que não será o mesmo se eu não ouvir o som daquela voz que me acalenta quando eu me percebo imperfeita. A solidão não me cai bem, mesmo que eu tente disfarçar com roupas maravilhosas. Há palavras demais na minha boca, mas nenhuma nos descreve, nós que não somos. Não precisamos de palavras, se deixarmos a agonia falar por nossos corpos sedentos que não podem se encontrar. Não gosto de estar só. Mas não ligo mais. Mesmo com milhões de sóis no universo eu me contento com um só. Mas beijos eu quero muitos. E sonhos também, senão eu não fecho os olhos.

2 comentários:

Leila disse...

Olá irmã!
Quando crescer quero escrever tão bem quanto tu.
Beijocas

Lilian Dalledone disse...

Humildemente agradeço, honrada com uma fã tão especial!...

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