quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Solidão

É dessa solidão que eu falo tanto
e tão angustiada
falo só
porque não há quem me escute
não há quem me abrace
nem há quem me segure a mão
se eu, de repente,
morrer entre as paredes desse apartamento
que já foi palco de tanta festa
e hoje é só a coxia
de uma alma que não encontrou sossego
e se recusou a partir.

5 comentários:

meus instantes e momentos disse...

Lindo, foi muito bom vir aqui.Teus posts, parecem depender um do outro, como uma corrente. Gostei do teu blog. Muito bom.
Maurizio

Briza disse...

é sempre uma surpresa quando alguém que nem sabia existir, diz que lê o meu blog.
ainda mais quando diz que acompanha!
nunca me acostumo.
=)

Isaac Marinho disse...

Melancolia...?

Falar de solidão assim é triste. Mas nem por isso deixa de haver beleza nos seus versos.

O pior tipo de solidão que já senti foi uma que me acometeu dada a ausência de uma pessoa amada. Mesmo rodeado de outras pessoas, eu me sentia sozinho, triste, vazio...
É isto.

É sempre bom te "ler".

Abraços.

João da Silva disse...

Tão triste, e você o diz de maneira tão linda. A solidão, quando encontra eco na alma, é muito eloqüente. A alma que expressa a solidão de forma assim tão linda, é como o sândalo - no dizer de Gandhi - que perfuma o machado que o fere.
Lilian, você é demais!
Beijinhos, querida, do João, que já era seu fã e agora é seguidor contumaz

Iêda disse...

Lindo! E a fotografia, perfeita.

Abraços,
Iêda

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