quarta-feira, 29 de abril de 2009

Claustro












Do que não revelas
eu sinto
tua vontade
de arrancar de mim
as asas
cortar meus pés
enclausurar meus devaneios
e porque não podes
ardes na febre eterna
e absoluta
do ciúme que não confessas.

6 comentários:

Isaac Marinho disse...

Forte como a morte... porém não letal

Olá, Lilian!

Tudo bem? Espero que sim.

Sua poesia continua bem viva e forte. As palavras sabem bem a quem escolher, e escolheram você por saber que seriam bem encaminhadas.

A cada linha, a cada verso, as palavras agradecem a liberdade que recebem por suas mãos. E eu agradeço por poder te ler por aqui.


Sucesso em tudo.


Um abraço.

Kiara Guedes disse...

e eu só tenho raulzito pra citar depois dessa leitura: "amor só dura em liberdade, o ciume é só vaidade"... bjs

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

O mar me ultrapassa.
Mas ondas haverão de contar
Aos ouvidos que lá pousarem
Que um dia sonhei no mar.

O céu não vai se importar
Quando eu monge de meu hábito partir.
Mas estrelas enquanto restarem
Hão de lembrar
Que um dia me puseram feliz.

A terra , é fato, há de me subtrair.
Mas a árvore que me deitou raiz
E as cores
Que em meu tempo colhi
Estas eu levo comigo
Ninguém há de tirá-las de mim.

Fernando Campanella

Desejo um lindo final de semana com muito amor e carinho
Abraços Eduardo Poisl

PAULO MIRANDA (A Folha) disse...

E nada as prende
Nem quando voam pela terra
Nem quando caminham que nem as borboletas

Marcela disse...

.

E eu já não sei se isso é algo que é melhor ser contado ou apenas sentido.
Não sou uma grande ciumenta, tenho aquilo que é normal e sadio de quem ama e cuida.
Mas preciso de minhas asas, é questão de vida ou morte.

Beijos!

.

yehuda disse...

ciume não condessar é bobagem
amar sem ser possuido por esse tormento
é pior é ser o mais covarde dos humanos
eu sempre me deitei com ela
o ciume a me fazer amante rei

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