quarta-feira, 17 de março de 2010

Mata-me

Mata-me aos poucos
nesse abraço incontido
escondido
nas horas menos visíveis.
Rasga-me a blusa
saliente
com a fome que guardas
pra quando eu chegar.
Mata-me devagar
que eu ainda quero morder-te
reter o gosto da tua pele em mim
e marcar-te a carne com minha imprudência.
Beija-me com urgência
enquanto tentas fundir meu corpo
ao corpo que já não se sabe se teu
se meu.
Mata-me então
antes que eu sinta medo
e guarda em ti
em silêncio eterno
o que deve permanecer
segredo.

4 comentários:

Hammlet disse...

Não me conte seus segredos, mas quero lhe contar os meus, entrei no seu blog, li, bibislhotei e adorei... Parabèns, grandes segredos revelados em forma de POESIAS... agora já tenho um cantinho especial para decifrar segredos.

Kiara Guedes disse...

Ah, como amo essa urgencia das tuas palavras! Quero sempre essa morte!
Bjs Li.

wcastanheira disse...

Um lindo poema, uma leitura de amor intenso, gostei do q li, uma belezura, pra vc bjos, bjos e bjosssssssss

leonel disse...

Olá! Deixei-te selo/ indicação no meu blog.

abraço do Leonel.

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